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Facebook cria fundo para jornalistas e defensores de Direitos Humanos

O Facebook tem sido criticado, juntamente com outras redes sociais, por não impedir a disseminação de notícias falsas e conteúdos incitando à violência, mas também por utilizadores que consideram ter sido banidos, ou as suas publicações apagadas, indevidamente.

Em Outubro de 2020, a empresa criou um Conselho de Supervisão, que já recebeu centenas de milhares de queixas, encarregue de rever decisões da rede social de retirar conteúdo considerado questionável, nas suas várias plataformas, em que se inclui também o Instagram e WhatsApp

Miranda Sissons, diretora global da Facebook para os Direitos Humanos, afirmou hoje que a nova política corporativa vincula a empresa aos “padrões globais”, incluindo convenções internacionais, e que irá aplicar-se nas redes sociais e serviços de mensagens que controla, mas também internamente.

Exemplo, disse a responsável da Facebook, foi a recente proibição de todas as contas ligadas às Forças Armadas de Myanmar, obedecendo aos princípios humanitários das Nações Unidas, na sequência do golpe de Estado perpetrado por militares no país em fevereiro.

Os casos mais críticos de violação de Direitos Humanos, nomeadamente à liberdade de expressão, serão reportados ao Conselho de Supervisão e anualmente será divulgado um relatório com as as medidas tomadas pela empresa.

“Poucas empresas fazem isto. É um objetivo desafiante“, disse Sissons, citada pela EFE

O fundo para apoiar jornalistas e defensores dos Direitos Humanos começará na região da Ásia-Pacífico, alargando-se mais tarde à América Latina. 

Segundo Sissons, também as respostas às ‘fake news’ têm de atender ao respeito pelos Direitos Humanos, para que “não se use a desculpa” das notícias falsas para “silenciar discursos, principalmente críticas políticas, como vemos em muitos sítios”.   

O trabalho do órgão de supervisão do Facebook tem sido recebido com ceticismo, dado o nível de desinformação e extremismo que as publicações na rede social atingiram.