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Eslováquia prolonga estado de emergência por 40 dias

 

O atual estado de emergência, com medidas como cercas sanitárias em várias regiões e o encerramento do comércio não essencial, termina na sexta-feira.

A estas medidas é acrescentada a partir de sábado a proibição de sair do país para turismo e lazer.

A variante britânica do novo coronavírus, detetada em 90% dos casos positivos de PCR, soma-se aos casos da variante sul-africana detetados em pacientes que chegaram do estrangeiro, confirmou hoje Jozef Nosek, o bioquímico que fez em Bratislava a sequenciação genómica da estirpe inicialmente detetada no Reino Unido.

“O confinamento moderado em vigor desde o início de 2021 restringe parcialmente a mobilidade das pessoas, e ainda será mais apertado, mas o problema é que a população não o respeita o suficiente”, disse Nosek.

A Eslováquia tem uma taxa de infeção acumulada nos últimos 14 dias de 568 casos por 100 mil pessoas, uma das mais elevadas da União Europeia (UE), enquanto a taxa de mortalidade é a mais elevada da Europa e uma das mais elevadas do mundo.

A decisão do Governo eslovaco, formado por quatro partidos de centro-direita, foi unânime, num contexto de grave crise governamental, devido a desacordos sobre estratégia de luta contra a pandemia.

O vice-primeiro-ministro, Richard Sulik, anunciou hoje a sua demissão e disse que o chefe do governo, o populista conservador Igor Matovic, não está qualificado para liderar o executivo.

Na última semana, os ministros da Saúde, do Trabalho e da Economia já se tinham demitido.

O último desacordo no seio do governo foi causado pela decisão da Matovic de comprar, sem a aprovação dos seus parceiros, cerca de 200.000 vacinas russas Sputnik V, um medicamento não aprovado pela União Europeia.

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