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Cidades inteligentes terão como principal missão o tratamento de dados

Miguel Pinto Luz, vice-presidente da Câmara de Cascais, defendeu a partilha de dados em rede como estratégia para cada autarquia tirar partido do conhecimento e encontrar as melhores opções, refere a organização, que vai transmitir a conferência na quinta-feira, em modo ‘online’.

“O segredo não é a alma do negócio, a partilha é que é a alma do negócio”, afirmou o autarca, que destacou o facto de a cidade de Cascais vir a apostar em soluções tecnológicas de ‘startups’ portuguesas para áreas como o comércio local e a mobilidade, de forma a qualificar o espaço urbano e a torná-lo mais competitivo.

A presidente da Câmara de Tomar, no distrito de Santarém, também considera que a recolha e tratamento dos dados relativos a cada cidade e aos seus habitantes irão permitir “antever cenários e tomar as decisões públicas apropriadas”.

Segundo Anabela Freitas, “não adianta pensar em fazer ‘smart cities’ se não se criar e se trabalhar informação para poder projetar e reabilitar melhor, dando resposta às necessidades reais das pessoas”.

Alinhando pela mesma visão estratégica, a presidente da Câmara de Alvaiázere salientou que é necessário aliar o progresso da transformação digital à transmissão de conhecimento.

Para Célia Marques, “a partilha de informação será fulcral para construir novas e melhores soluções e serviços para a comunidade, sobretudo em territórios de baixa densidade”.

O próximo passo, de acordo com Miguel Pinto Luz, passa por estabelecer uma “política pública coerente para tornar a rede de cidades portugueses mais inteligentes”. Defendeu ainda a criação de “um novo modelo de financiamento para que novas soluções possam ser testadas e implementadas”.

“A Área Metropolitana de Lisboa, por exemplo, não tem acesso a financiamento para a transição digital, pelo que terá de ser um investimento próprio”, afirmou o vice-presidente do município de Cascais.

Palestrante na conferência que vai ser transmitida ‘online’ na quinta-feira, o presidente do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC) frisou que, cada vez mais, as cidades estão a aproveitar a revolução tecnológica “para melhorar a gestão dos serviços municipais, aumentando a qualidade de vida dos seus cidadãos e reduzindo a pegada ecológica”.

Mário Velindro considera que é necessário formar mais profissionais qualificados nesta área e “atualizar os que já estão no mercado ativo de trabalho e que têm dificuldade em acompanhar o que está a acontecer de novo”.

O responsável garantiu que o ISEC “vai aumentar a sua oferta formativa nesta área para capacitar esses quadros”.

Também Luís Matos Martins, diretor executivo da consultora Territórios Criativos, que organiza as Conferências do Centro, comunga da visão de que “é preciso juntar, tratar e partilhar dados para criar sistemas dinâmicos que ajudem a melhorar a qualidade de vida nas cidades”.

Salientando a oportunidade que o planeamento e a construção das ‘smart cities’ representa para as empresas, Luís Matos Martins defendeu a instalação de incubadoras em empresas ou espaços municipais.

“É necessário pôr em prática um ecossistema empreendedor ao serviço destas novas cidades, num momento em que a pandemia da covid-19 veio valorizar, mais que nunca, a importância das nossas casas e dos nossos bairros”, realçou.

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