Início Mundo Cerca de 33 mil romenos cancelaram vacinação com AstraZeneca

Cerca de 33 mil romenos cancelaram vacinação com AstraZeneca

 

“Foram canceladas 33.000 consultas de um total de 446.896 que tinham sido programadas na plataforma do computador de registo”, disse o líder da campanha de vacinação na Roménia, Valeriu Gheorghita, que defendeu a decisão do Governo de continuar a usar o fármaco.

Segundo Gheorghita, na segunda-feira quase um terço das 10.000 pessoas que deveriam ter recebido a vacina não compareceu à consulta.

O responsável pela campanha de vacinação na Roménia disse que não há relação comprovada entre a administração da vacina e os casos de trombose detetados, razão que levou muitos países a suspender uso daquele produto.

Quase duas dezenas de países europeus – entre os quais Portugal, Espanha, França, Itália, Irlanda, Países Baixos, Alemanha, Islândia, Noruega ou Bulgária — e vários outros noutros continentes suspenderam o uso da vacina da AstraZeneca contra a covid-19 por precaução após relatos de coágulos sanguíneos em pessoas vacinadas.

Gheorghita explicou que o índice destes incidentes é menor entre as pessoas que receberam a vacina AstraZeneca do que na população como um todo, concordando com a decisão do Governo romeno de não suspender o uso deste fármaco.

A Agência Europeia de Medicamentos defendeu hoje que, enquanto se aguarda “uma avaliação científica completa”, “não detetou ligações causais” entre a vacinação com o produto da AstraZeneca e os casos de trombose.

O grupo farmacêutico anglo-sueco garantiu não haver “qualquer prova da existência de um risco aumentado” de se verificarem coágulos sanguíneos causados pela sua vacina.

O comité de especialistas da Organização Mundial da Saúde para a segurança de vacinas reúne-se hoje para discutir esta vacina.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.661.919 mortos no mundo, resultantes de mais de 122,7 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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