Início Mundo Sete foguetes disparados contra base norte-americana no Iraque

Sete foguetes disparados contra base norte-americana no Iraque

 

O ataque não causou vítimas ou danos dentro da base de Balad, disse um oficial de segurança citado pela France-Presse (AFP, explicando que apenas dois projéteis caíram dentro da base, enquanto outros cinco se despenharam numa aldeia vizinha.

Os foguetes Katyusha foram disparados de uma aldeia na província vizinha de Diyala, local já identificado como sendo a origem de outros ataques a Balad, disse a mesma fonte.

Os últimos disparos não foram imediatamente reclamados, mas Washington aponta para os muitos grupos armados treinados e financiados pelo Irão.

Desde meados de fevereiro, que recomeçaram os ataques com foguetes contra as tropas dos EUA ou contra a embaixada dos EUA no Iraque.

Desde então, vários foguetes caíram perto da embaixada dos EUA em Bagdade e outros já tinham visado a base aérea de Balad, ferindo um funcionário iraquiano de uma empresa americana responsável pela manutenção de F-16.

Os foguetes também atingiram uma base militar que alberga a coligação no aeroporto de Erbil, a capital do Curdistão iraquiano no norte do país.

Duas pessoas foram mortas, incluindo um empreiteiro civil estrangeiro que trabalhava para a coligação.

Antes disso, durante quase dois meses, os pró-iranianos tinham observado uma trégua anunciada unilateralmente.

Embora as instalações militares ou diplomáticas dos EUA tivessem sido poupadas durante este período, bombas explodiram repetidamente à passagem de caravanas iraquianas que forneciam apoio logístico às tropas da coligação, formada em 2014 por Washington para derrotar o grupo do Estado Islâmico (EI).

A República Islâmica do Irão e os Estados Unidos têm ambos uma presença ou aliados no Iraque.

Washington tem cerca de 2.500 soldados e o Irão tem, entre outros, o apoio da Hashd al-Shaabi, uma poderosa coligação de paramilitares integrada no Estado iraquiano, composta principalmente por fações armadas e financiadas por Teerão.

No final de fevereiro, os Estados Unidos levaram a cabo uma operação contra milicianos iraquianos pró-iranianos na Síria.

De acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), 22 milicianos iraquianos morreram, enquanto de acordo com o Pentágono, apenas uma pessoa foi morta.

O porta-voz do Pentágono, John Kirby, reconheceu que o ataque não tinha tido o efeito dissuasor desejado, mas defendeu que “ninguém quer uma escalada”.

Em janeiro de 2020, os ataques de parte a parte quase escalaram para um conflito aberto no Iraque após um ataque de drone dos EUA ter matado o General iraniano Qassem Soleimani em Bagdade, em retaliação às mortes de norte-americanos no Iraque.

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