Início Mundo Governo britânico alarga sanções a mais seis figuras do regime de Assad 

Governo britânico alarga sanções a mais seis figuras do regime de Assad 

 

“O regime de Assad sujeitou o povo sírio a uma década de brutalidade por ter a coragem de exigir uma reforma pacífica. Hoje responsabilizamos mais seis indivíduos do regime para responderem pelo ataque indiscriminado aos próprios cidadãos que deveriam proteger”, justificou o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Dominic Raab. 

O Governo britânico acusa o regime de Assad de violações dos direitos humanos por reprimir com violência os opositores, incluindo com armas químicas.

Estas são as primeiras medidas tomadas em relação a dirigentes sírios no âmbito do regime de sanções do Reino Unido, que entrou em vigor após o fim do período de transição que marcou a saída definitiva do país da União Europeia, no passado dia 01 de janeiro.

Além de Moqdad, dois altos oficiais militares, dois empresários e a conselheira do Presidente Luna al-Shibl ficam sujeitos ao congelamento de bens e à proibição de viajar para o Reino Unido.

Fayçal Moqdad tornou-se ministro dos Negócios Estrangeiros da Síria após a morte, em novembro, de seu antecessor Walid Mouallem.

Em janeiro, a União Europeia acrescentou Moqdad à sua lista negra de pessoas sob sanção pela “sua responsabilidade” na repressão sangrenta de opositores ao regime de Bashar al-Assad.

Esta decisão elevou para 289 o número de pessoas da lista de sanções britânica, que também inclui 70 entidades relacionadas com o regime, incluindo empresas.  

Inspirados pelos levantamentos da “Primavera Árabe” de 2010, os protestos pacíficos contra o Governo de Bashar al-Assad começaram em 15 de março de 2011, mas depois transformaram-se em confrontos armados entre o regime do presidente sírio e grupos rebeldes da oposição.

A guerra na Síria, que entra agora no seu décimo primeiro ano de conflito, causou pelo menos 388.652 mortos, segundo uma estimativa do Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), 5,6 milhões de refugiados registados e 6,2 milhões de deslocados.

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