Início Notícias Fatah e Hamas começam terça-feira novas conversações no Cairo

Fatah e Hamas começam terça-feira novas conversações no Cairo

 

Os palestinianos vão às urnas já em maio, para as eleições legislativas, e em julho, para as presidenciais, com os partidos políticos a terem de submeter até 20 deste mês as listas de candidatos para renovar o Parlamento.

Em fevereiro, os partidos palestinianos comprometeram-se no Egito a criar um Tribunal Eleitoral Independente para julgar possíveis queixas e a respeitar os resultados eleitorais para evitar um cenário idêntico ao das legislativas de 2006.

Na altura, a secular Fatah e os islamitas do Hamas entraram em confronto depois de disputas sobre os resultados das eleições.

A disputa levou a uma divisão de poder entre a Cisjordânia, onde fica a Autoridade Palestina, controlada pela Fatah, e a Faixa de Gaza, sob liderança do Hamas.

“No Cairo vamos analisar questões-chave ligadas às eleições”, afirmou Khalil al-Hayya, “número dois” do comité politico do Hamas, na Faixa de Gaza.

“Após as eleições legislativas, queremos formar um governo de unidade nacional, independentemente dos resultados. E preferimos que haja consenso sobre um único candidato nacional para as eleições presidenciais”, acrescentou.

Em Ramallah, na Cisjordânia ocupada, o porta-voz do Presidente palestiniano referiu hoje que Mahmoud Abbas não tem intenção de voltar atrás nas eleições, apesar das tensões internas na Fatah.

Na semana passada, o partido expulsou Nasser al-Kidwa, sobrinho do líder histórico Yasser Arafat e ex-chefe da diplomacia palestina, que questionou a liderança de Mahmoud Abbas. 

Parentes de Marwane Barghouthi, o político palestiniano mais popular preso por violência há quase 20 anos em Israel, disseram recentemente à agência noticiosa France-Presse (AFP) que este último poderia apoiar outra lista que nao a da Fatah e ser candidato à presidência enfrentando Abbas.

“Nunca escondemos o nosso desejo de trabalhar com Marwan Barghouthi. Se ele for um candidato à presidência, prometo não concorrer e a apoiá-lo. Se quiser estar na minha lista, ele está livre”, disse hoje al-Kidwa.

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