Início Mundo EUA não deportarão quem vá buscar menores ilegais detidos nas fronteiras

EUA não deportarão quem vá buscar menores ilegais detidos nas fronteiras

O Departamento de Segurança Interna dos EUA anunciou que revogou uma norma de 2018, do Governo do ex-Presidente Donald Trump, que gerou “um efeito dissuasor” para muitos pais e tutores sem documentos, que temiam ir buscar seus familiares com medo de serem deportados.

“Não haverá consequências de imigração para quem vier” buscar familiares e não tiver documentos, garantiu um alto funcionário do Departamento de Segurança Interna.

“Acreditamos que isso terá um impacto real”, disse a mesma fonte, referindo-se à redução de tempo que os menores permanecerão nas instalações do Governo.

De acordo com um relatório da organização não-governamental Justiça para os Imigrantes, a norma agora revogada criou medo entre muitos pais e tutores sem documentos, resultando num “tempo de permanência mais longo para crianças sob custódia federal, mais custos, separação de famílias e um risco aumentado de abuso ou tráfico de menores vulneráveis”.

O Departamento de Segurança Interna e o Departamento de Saúde substituíram hoje essa norma por “um novo memorando de entendimento que promove a transferência e o cuidado de menores com rapidez e segurança”, segundo um comunicado conjunto destas agências governamentais.

O Governo do Presidente Joe Biden acredita que as garantias dadas às famílias dos menores, de que não serão deportados, reduzirão a pressão sobre os seus abrigos na fronteira, que na semana passada estavam a 94% da sua capacidade.

Nas últimas semanas, mais de 300 menores desacompanhados foram detidos diariamente na fronteira, de acordo com o Departamento de Segurança Interna.

Esses menores ficam nas instalações das autoridades em média 37 dias, o que levou o Governo de Joe Biden a ter de encontrar mais camas e mais abrigos.

A lei dos EUA determina que menores ilegais que cruzem a fronteira sozinhos podem passar no máximo 72 horas sob custódia da Patrulha de Fronteira.

No entanto, esta regra é frequentes vezes violada e, esta semana, havia mais de 3.000 crianças sob custódia das autoridades de fronteira, estando quase metade delas sob custódia por mais de 72 horas, segundo dados oficiais.