Início Mundo Distribuição de vacinas na UE não cumpre o acordado, acusa Áustria

Distribuição de vacinas na UE não cumpre o acordado, acusa Áustria

O chanceler federal austríaco, o conservador Sebastian Kurz, especificou que, quando falou com vários dos seus homólogos europeus, detetaram que vários países, como Malta, Dinamarca ou Países Baixos, recebem muito mais doses do que outros, como a Bulgária ou a Croácia.

Se isto continuar assim, Malta terá, nos próximos meses, três vezes mais vacinas do que a Bulgária (em relação à sua população), enquanto os Países Baixos terão o dobro da Croácia“, disse Kurz em conferência de imprensa hoje realizada.

De acordo com o chanceler austríaco, houve um acordo confidencial entre o chamado “comité gestor da União Europeia”, que reuniu especialistas em política de saúde e empresas farmacêuticas e alguns países conseguiram obter mais do que o inicialmente acordado naquilo que Kurz chamou de “mercado das vacinas”.

Um dos vice-presidentes dessa comissão é um dos responsáveis austríacos do Ministério da Saúde.

Sem dar dados específicos, o chanceler frisou que estes acordos confidenciais devem ser divulgados para se saber quem os assinou e sob que critérios, uma vez que a distribuição não corresponde ao acordado em junho passado.

De acordo com a atual taxa de entrega de vacinas, disse Kurz, há países – como Malta ou Dinamarca – que poderão vacinar toda a sua população já em maio, enquanto outros, como a Bulgária e a Letónia, não o conseguirão fazer antes do final do verão.

A Áustria está a receber o número de vacinas acordadas entre os líderes europeus em junho, garantiu o chanceler.

Apesar da gravidade das acusações, o chanceler destacou que não se trata de uma crítica à UE, mas de um alerta para que o que foi acordado em junho pelos líderes europeus seja cumprido.

Este acordo prevê uma distribuição equitativa e simultânea de vacinas para todos os países da UE, de acordo com a população de cada Estado-membro.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.630.768 mortos no mundo, resultantes de mais de 118,5 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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