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Portugal incentiva europeus a continuarem unidos contra o terrorismo

“É um dia para recordar e também de ação para que continuemos com a luta decidida pela União Europeia [UE] contra o terrorismo”, disse Eduardo Cabrita numa cerimónia de comemoração no Dia Europeu das Vítimas do Terrorismo.

As vítimas mortais do terrorismo estão hoje a ser recordadas em várias cerimónias em Madrid, cidade que há 17 anos foi alvo de um dos maiores ataques terroristas da história, com a morte de 193 pessoas.

“Temos de ser resilientes [na luta contra o terrorismo] sem que nos tornemos numa fortaleza de segurança”, afirmou o ministro da Administração Interna, defendendo que a Europa tem de assegurar que novos ataques não ocorram.

O Dia Europeu das Vítimas do Terrorismo, fixado a 11 de março de cada ano pelo Parlamento Europeu dias após o massacre jihadista na capital espanhola, em 2004, vai ter uma homenagem central esta tarde presidida pelos reis de Espanha.

O responsável português fez referência a uma série de ataques terroristas em solo europeu nos últimos anos e assegurou que a presidência portuguesa do Conselho da UE tudo fará para acelerar os trabalhos das instituições europeias no sentido da aprovação de legislação no quadro da luta contra o terrorismo.

Na cerimónia organizada pela Comissão Europeia, em que estiveram presentes várias individualidades, como os ministros da Administração Interna de Espanha, Fernando Grande-Marlaska, o da Justiça de França, EricDupontMoretti (por videoconferência) e a comissária europeia da Administração Interna, Ylva Johansson.

Durante a evocação, várias pessoas que foram vítimas de terrorismo, associações de vítimas e serviços de emergência deram os seus testemunhos e experiências vividas.

Eduardo Cabrita fez questão de afirmar a solidariedade europeia e agradeceu a presença das vítimas: “Todos estamos aqui unidos em redor dos valores europeus”, disse.

Os atentados de 11 de março de 2004, em Madrid, foram atentados terroristas coordenados, quase simultâneos, contra o sistema de comboios suburbanos da capital espanhola, três dias antes das eleições gerais espanholas.

As explosões mataram 193 pessoas e feriram 2.050, tendo a investigação oficial por parte da justiça espanhola concluído que os ataques foram dirigidos por uma célula terrorista inspirada na al-Qaida, apesar de esta organização não ter participado diretamente.