Início Mundo Pelo menos 31 pessoas foram mortas em três ataques na Nigéria

Pelo menos 31 pessoas foram mortas em três ataques na Nigéria

Na quarta-feira, um grupo de homens em motocicletas invadiram a aldeia de Damaga, no distrito de Maradun, no estado de Zamfara.

“Os bandidos chegaram por volta da 01:00 da manhã e começaram a disparar indiscriminadamente. Mataram 13 pessoas”, disse o aldeão Ayuba Musa à agência de notícias francesa AFP.

Os atacantes “roubaram vacas, ovelhas e cabras e nem sequer pouparam as galinhas”, acrescentou.

O tiroteio causou o pânico na aldeia, relatou um outro residente, Sahame Umar, à AFP.

Na última década, grupos criminosos, chamados de “bandidos” pelas autoridades, têm vindo a espalhar o terror nas populações do noroeste e centro da Nigéria.

Estes grupos armados atacam aldeias, roubam gado e raptam figuras locais ou viajantes nas estradas para pedirem em troca o resgate.

Nos últimos meses, os grupos armados intensificaram os ataques a escolas, o que causou preocupação a nível mundial.

Em menos de três meses, houve quatro raptos de crianças em idade escolar nestas zonas pobres e rurais da Nigéria.

Um grupo criminoso também atacou a aldeia de Osewu, no estado central de Nasarawa, por volta das 06:00 da manhã (05:00 em Lisboa) da última quarta-feira, matando 17 pessoas, incluindo um chefe local.

“Atacaram os aldeões com machetes e mataram 17 pessoas”, disse um habitante, Idris Habibu, à AFP.

Os criminosos eram “muitos” e os milicianos locais, encarregados de proteger as comunidades contra estes bandos, “não podiam fazer nada”, referiu.

“Os atacantes vieram com armas, mas atacaram os aldeões com facões“, disse outro residente, Abdullahi Omeiza, que confirmou o número de pessoas mortas.

Na véspera, na terça-feira, um bando criminoso matou uma pessoa e feriu outras 18 num ataque à aldeia de Kapana, no distrito de Munya, no centro do estado do Níger.

“Perdemos uma pessoa no ataque destes bandidos e outras 18 foram feridas por balas”, disse à AFP Andrew Danjuma Jagaba, membro do parlamento daquele estado.

A AFP tentou contactar a polícia hoje à tarde, para confirmar os ataques, mas tal não foi possível.