Início Mundo Guiné-Equatorial: UE está pronta para enviar mais ajuda de emergência

Guiné-Equatorial: UE está pronta para enviar mais ajuda de emergência

“Estamos prontos para enviar mais assistência”, em resposta ao pedido da Guiné Equatorial, disse hoje o porta-voz para a ajuda Humanitária, Balaz Ujvari, na conferência de imprensa diária do executivo comunitário.

Ujvari adiantou que a assistência já disponibilizada por Espanha e por França apoiará os serviços de saúde locais na resposta aos primeiros socorros e inclui uma equipa médica espanhola especializada em trauma e cirurgia, equipamento médico e medicamentos, e um posto médico francês com capacidade para tratar 250 pessoas gravemente feridas, material e kits médicos de emergência, equipamento de proteção pessoal e tendas equipadas com kits de cozinha.

Em comunicado, o comissário europeu para Gestão de Crises, Janez Lenercic, agradeceu a Madrid e Paris “as suas rápidas ofertas da tão necessária assistência”.

Além de coordenar a expedição do material através do mecanismo, a UE irá cobrir até 75% dos custos de transporte da remessa e prestará prestar apoio com peritos dos Estados-membros da UE associados aos esforços de socorro das Nações Unidas em Bata.

A cidade portuária de Bata foi abalada no domingo por uma série de explosões num quartel militar, que provocaram a morte a pelo menos 105 pessoas e ferimentos em outras 615, além de um número indeterminado de desalojados e avultados danos materiais.

Antiga colónia espanhola, governada há 42 anos por Teodoro Obiang, a Guiné Equatorial, um país rico em recursos, mas com largas franjas da população abaixo do limiar da pobreza, integra a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) desde 2014.

O país formalizou pedidos de apoio também a Portugal e aos restantes parceiros da CPLP, mas até ao momento não foi divulgada qualquer resposta oficial a este pedido.

Desde a sua independência de Espanha em 1968, a Guiné Equatorial, um dos principais produtores de petróleo de África, é considerado pelos grupos de direitos humanos como um dos países mais repressivos do mundo, devido a acusações de detenções e torturas de dissidentes e alegações de fraude eleitoral.

O chefe de estado de 78 anos, Teodoro Obiang governa o país com mão de ferro desde 1979, quando derrubou o seu tio Francisco Macias num golpe de Estado, e é o Presidente com o mandato mais longo do mundo.