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EUA pedem que autoridades sudanesas estabeleçam "governo inclusivo"

Numa videoconferência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a embaixadora dos Estados Unidos da América na ONU, Linda Thomas-Greenfield, assinalou que se passaram seis meses desde a assinatura do Acordo de Paz de Juba entre o governo de transição liderado por civis e rebeldes.

A embaixadora lamentou que, apesar de ter passado um semestre desde a assinatura do acordo, o povo sudanês não tenha visto “o empenho das partes signatárias necessário para o progresso”.

“É tempo de o Sudão tomar medidas fundamentais para enviar um sinal claro de que está empenhado na estabilidade a longo prazo do país”, insistiu a diplomata, citada pela agência France-Presse (AFP).

De acordo com a embaixadora, o Sudão “deveria completar a formação de um conselho legislativo de transição inclusivo” com “pelo menos 40% de mulheres”.

A diplomata defendeu também um reforço das forças de segurança na região de Darfur, recordando os ataques que em janeiro provocaram pelo menos 163 mortes e mais de 50.000 deslocados.

“O Governo deve fazer mais para assegurar que o seu plano de proteção evite a violência futura e responsabilize os perpetradores desse ataque”, acrescentou.

Desde a demissão, em abril de 2019, do antigo presidente Omar al-Bashir sob pressão popular, o país tem vindo a sofrer uma transição política enfraquecida por uma profunda crise económica, herdada do reinado de 30 anos de al-Bashir, e agravada agora pela pandemia.

O país é atualmente liderado pelo Conselho Sobrano, formado em 2019 e que dirige o país na sequência de um acordo de partilha do poder entre militares e civis que conduziram a revolta que levou ao afastamento de al-Bashir.

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