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Jesus: "Contra o Benfica só oiço os treinadores a dizer mata, mata, mata"

O Benfica defronta esta segunda-feira o Belenenses SAD (20h15) na 22.ª jornada da I Liga. Este domingo, Jorge Jesus fez a antevisão da partida onde falou sobre a sua continuidade no Benfica, sobre alguns jogadores em individual, tendo também abordado a questão do anti-jogo no futebol português.

Fique com o essencial da conferência de imprensa do treinador do Benfica.

Demonstrações de carinho vindas do Flamengo: “Tenho 2 anos de contrato com o Benfica e é nisso que penso neste momento. O carinho de voltar ao Benfica foi os 6 anos que cá estive e a forma que eu fui também acarinhado aqui. O Flamengo foi um clube pelo qual ganhei e me acarinhou. Se sair de um clube e ficarem com saudades minhas é sinal que o trabalho foi bem feito. Quero cumprir o meu contrato com o Benfica”.

Waldschmidt ainda em evolução: “É um dos jogadores que teve uma quebra. É um jovem, ainda lhe falta conhecer muito do futebol português, mas também conhecer alguns momentos do jogo. Só fala inglês e aquilo que eu lhe passo no treino é em português e ele não percebo o que digo. Tem tido uma adaptação mais difícil, tenho tido algumas conversas particulares com ele, e anda à procura do caminho que quando chegou a Portugal nos entusiasmou a todos. O talento está lá e ele vai recuperar a forma.”

Pedrinho não tem tido muitos minutos: “É um jogador que quando chegou ao Benfica tinha estado seis meses sem jogar. Teve depois algumas lesões, o Covid… E qual é a posição onde ele pode render mais? É onde joga o Luca Waldschmidt, o Pizzi. É um segundo avançado. Ainda não tem uma intensidade muito alta, mas é um jogador com muito talento e com muita qualidade no último passe. Anda à procura também do espaço dele no futebol europeu. Mas tem talento e qualidade, e vamos ver se expande essa qualidade para todo o campo.”

Darwin e Vertonghen recuperados?: “Os sinais do treino de hoje foram muito positivos. Estão a melhorar e amanhã há um treino de manhã e depois faço a convocatória. Poderei incluí-los, mas vou ver os sinais que me dão.”

Tempo útil de jogo: “O futebol português precisa das pessoas que estão inseridas no futebol. Jogadores, treinadores e árbitros precisam de conversar. É verdade que em Portugal há anti-jogo, as estatísticas estão aí… A arbitragem também tem a ver com estes assuntos. A preocupação de muitos treinadores é mata, mata, mata… Mata o quê? A jogada. Podem dizer-me que se treinar numa equipa para descer de divisão que tem a corda ao pescoço, mas a corda ao pescoço todos temos! Neste último jogo em que o Benfica jogou com o Arsenal, sabem quantas faltas fez o Benfica? Três faltas… Três! O que me importa a mim ensinar aos meus jogadores é a organização defensiva. Só oiço os treinadores portugueses quando jogam contra o Benfica a dizer: ‘mata, mata, mata’.”