Início Mundo Historiador marroquino em greve de fome em defesa da sua inocência

Historiador marroquino em greve de fome em defesa da sua inocência

Numa carta divulgada hoje pela agência noticiosa espanhola, Monjib sublinha que a sua greve de fome constitui “um alerta de socorro à opinião publica pela injustiça e a repressão” de que se diz vítima “por parte do Estado marroquino”.

Monjib explicou que, através desta ação, protesta contra a sua “detenção arbitrária” em 29 de dezembro num caso atualmente em julgamento por “lavagem de dinheiro”, e pela difamação de que diz ser alvo, e a sua família, pelos meios de comunicação próximos do poder.

O historiador também denuncia a condenação a um ano de prisão, pronunciada em 28 de outubro passado, por “atentar contra a segurança do Estado e fraude”.

Neste último caso, que remonta a 2015, Monjib foi condenado com três outros jornalistas após serem indicados por organizarem um curso de formação sobre o uso de uma aplicação para telemóveis que permite aos “cidadãos jornalistas” publicar informações de forma anónima.

Na carta de Monjib, cujo conteúdo foi confirmado à Efe pelo seu advogado Abdelaziz Nuaidi, não é precisada a duração da greve de fome.

Em 2015, o historiador tinha já protagonizado uma greve de fome de 24 dias pelo facto de ser impedido de sair do país pelas autoridades marroquinas — apesar de também possuir nacionalidade francesa –, e o seu caso teve impacto internacional ao ser apoiado pelo intelectual norte-americano Noam Chomsky, que escreveu ao rei Mohammed VI para que intercedesse no caso.

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