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UNITA pede audição sobre ataque cibernético a Ministério angolano

Numa nota de imprensa hoje divulgada, o grupo parlamentar do maior partido da oposição angolana refere que remeteu na terça-feira ao gabinete do presidente da Assembleia Nacional a “solicitação de uma audição” aos ministros das Finanças e das Telecomunicações, assim como aos diretores-gerais do Serviço de Inteligência e Segurança do Estado e do Serviço de Inteligência Externa de Angola.

“Passados vários dias desde o referido ataque cibernético, nada mais foi comunicado nem aos funcionários muito menos aos cidadãos, algo que preocupa sobremaneira ao grupo parlamentar da UNITA“, refere a nota.

Na semana passada, o líder da bancada da UNITA, Liberty Chiaka, tinha anunciado a vontade de pedir a audição destes responsáveis, assinalando então que esta decorria da “preocupação de se perceber a gravidade” do ataque cibernético de que foi alvo aquele órgão ministerial.

O Ministério das Finanças (Minfin) anunciou, em 22 de fevereiro, que a plataforma tecnológica de apoio às suas atividades com acesso aos emails e pastas partilhadas foi alvo de um ataque cibernético no dia 17 de fevereiro, “com origem e motivações não identificadas”.

Não obstante a situação, referiu o Minfin num comunicado divulgado no seu site, os sistemas de arrecadação de receitas, entre os quais o Portal de Serviços, Portal do Contribuinte e o Sistema Integrado de Gestão Financeira do Estado, “encontram-se em pleno funcionamento”.

O Minfin garantiu que o Serviço de Tecnologias de Informação e Comunicação das Finanças Públicas (SETIC-FP) está a identificar “o alcance da perturbação e os potenciais constrangimentos causados nos postos de trabalho do Ministério das Finanças e organismos tutelados, principalmente o programa de desmaterialização da correspondência interna e externa”.

As equipas do SETIC estão desde o ataque a trabalhar na “solução e normalização do sistema de emails e da pasta d2e documentos partilhados, mitigando assim os impactos de tal situação na produtividade dos funcionários das Finanças Públicas”.

No mesmo documento, a UNITA refere que, numa outra carta, pediu também uma audição ao ministro do Interior angolano “em virtude da existência de milícias” nos municípios de Luanda e de Cazenga, argumentando que “muitas queixas têm sido feitas por cidadãos” destes locais sobre os grupos criados e organizados pelo administrador municipal, Tomás Bica.

A UNITA solicitou que, por se tratar de “questões de natureza securitária, como de natureza de violação de direitos dos cidadãos”, estejam presentes nesta audição as comissões de Defesa, Segurança, Ordem Interna, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria e de Direitos Humanos, Petições, Reclamações e Sugestões dos Cidadãos.