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Cientistas descobrem forma de abrir cartas (por ler) com mais de 300 anos

Há cerca de 300 anos, quando ainda não havia envelopes, passwords ou códigos de segurança, qualquer pessoa que quisesse partilhar sentimentos ou algum segredo em carta, dificilmente conseguiria garantir que esta não seria aberta por outra pessoa.

Assim, desenvolveu-se na altura uma técnica que manteve até hoje algumas cartas celadas, nos Países Baixos.

Segundo conta a CNN, usava-se uma técnica em que a própria carta era enrolada de forma a ser o envelope. Abri-la tornava-se mais complicado e poderia denunciar a intenção de fazê-lo.

A técnica tornou-se um desafio, em especial, quando foram encontradas 577 cartas, escritas entre 1689 e 1706. As cartas estavam num baú que pertencia a um carteiro chamado Simon de Brienne, que foi adquirido pelo Museum voor Communicatie, em Haia, em 1926.

As cartas nunca chegaram aos seus destinatários e os conservadores não quiseram correr o risco de abri-las e estragar o seu conteúdo.

Em vez disso, uma equipa empenhou-se em arranjar forma de resolver a situação, com recurso a uma tecnologia raio-X extremamente sensível e a algoritmos informáticos.

“Por vezes, o passado resiste ao escrutínio. Poderíamos simplesmente ter cortado estas cartas, mas em vez disso demorámos algum tempo a estudá-las pelas suas qualidades escondidas, secretas e inacessíveis”, afirmou um dos investigadores.

A carta aberta era de 31 de julho de 1967 e nela Jacques Sennacques fazia um pedido ao primo Pierre Le Pers, um comerciante francês em Haia, para fazer uma cópia autenticada de um aviso de morte de Daniel Le Pers.

Os investigadores do Unlocking History Research Group esperam que esta nova técnica permita abrir outros documentos históricos sem o receio de os danificar.

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