Início Mundo Coligação opositora do Níger insiste na vitória do seu candidato

Coligação opositora do Níger insiste na vitória do seu candidato

“A vitória” do ex-presidente Mahamane Ousmane “na segunda ronda de 21 de fevereiro está fora de dúvida”, reafirmou a coligação, numa declaração lida à imprensa na sede do partido do candidato da oposição, segundo a agência de notícias francesa, AFP.

“Os membros da coligação utilizarão todos os meios legais para defender esta vitória”, adverte a declaração, lida por Amadou Boubacar Cissé, um dos candidatos derrotado na primeira volta das eleições presidenciais e que apoiou o antigo hefe de Estado.

Os resultados oficiais provisórios da sondagem colocam Mohamed Bazoum, um associado próximo do Presidente cessante, Mahamadou Issoufou, como o vencedor, com 55,7% dos votos.

Mahamane Ousmane contestou estes resultados e declarou-se o vencedor, com 50,3%.

A coligação “apela a todos os homens e mulheres nigerinos para se levantarem em uníssono e se reunirem em torno do presidente Mahamane Ousmane para evitar o confisco da sua vitória”, de acordo com a declaração.

“A crise que abala seriamente o Níger não é de origem étnica nem racial, é o resultado da teimosia de um regime em recusar a sanção popular que foi expressa de forma maciça e clara a 21 de fevereiro”, disse a coligação, que denunciou “uma fraude eleitoral gigantesca” durante as eleições.

A oposição acusa o governo de “pôr em marcha a sua máquina de repressão” e de “suspender a ligação à Internet, privando os nigerinos de um direito constitucional, o direito de comunicar.

Segundo a coligação, “mais de 500” pessoas foram “arbitrariamente presas em Niamey e no interior do país” desde que rebentaram tumultos, especialmente na capital, Niamey, após o anúncio dos resultados que proclamaram Mohamed Bazoum o vencedor.

O ministro do Interior, Alkache Alhada, anunciou terem ocorrido duas mortes e 468 detenções, pilhagem de lojas e destruição de infra-estruturas.

A coligação “exige” a “libertação incondicional” dos detidos, incluindo a figura da oposição Hama Amadou, antigo primeiro-ministro, e uma dúzia de outras personalidades.

Amadou foi apresentado pelo ministro do Interior como “principal responsável” pela agitação pós-eleitoral. Entregou-se à polícia na sexta-feira e hoje ainda permanecia sob custódia policial.

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