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Altos funcionários condenados a penas de prisão na Guiné Equatorial

Os treze funcionários, em prisão preventiva em Malabo desde julho, estavam em julgamento desde 08 de fevereiro, em particular por “desvio de dinheiro público, lavagem de dinheiro, ocultação”, indica o site oficial do Governo onde foi publicado o veredicto.

As oito pessoas consideradas culpadas também foram condenadas a multas que variam entre 50.000 a 200 milhões de francos CFA (76 a 305.000 euros) e todos os seus bens móveis e imóveis foram apreendidos em benefício do tesouro público.

Desde 2015, a venda dos carimbos roubados ao tesouro gerou “bilhões de francos CFA” (milhões de euros), segundo o investigador chefe da polícia, coronel de Antonio Okomo.

Os selos roubados pelos funcionários foram vendidos a uma rede clandestina. A venda desses selos permitiu que os acusados “construíssem residências” ou “escolas particulares”, segundo o investigador.

A Guiné Equatorial, que pertence à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), é governada há 40 anos com ‘mão de ferro’ pelo presidente Teodoro Obiang Nguema, sendo um dos países mais ricos do continente africano, graças ao petróleo, mas grande parte da sua população vive na pobreza.

As Organizações Não Governamentais (ONG) denunciam regularmente a falta de distribuição da riqueza e a corrupção endémica.

Em 2002, assaltantes, beneficiando da cumplicidade de agentes do tesouro público, conseguiram roubar vários milhões de euros à atual administração.

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