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União Europeia pede libertação das 317 alunas sequestradas na Nigéria

“A UE pede a libertação imediata e incondicional de todos os reféns, incluindo os alunos de Kankara sequestrados há mais de uma semana e as centenas de raparigas sequestradas na sua escola em Jangebe, estado de Zamfara”, declarou o Alto Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Josep Borrel.

Em comunicado, Josep Borrel salientou que os menores “não devem sofrer as consequências dos conflitos”, mas “devem ser protegidos, pois têm um papel chave na construção de um presente e futuro em que a paz prevaleça”.

O Alto-comissário sublinhou que o “recente aumento de sequestros e ataques massivos no noroeste e centro da Nigéria causa medo e prejudica os mais vulneráveis da população, as crianças e mulheres”.

“O desaparecimento de alunos e os ataques contra as escolas converteram-se na marca registada dos bandidos, grupos criminais e grupos armados não estatais que operam na região”, afirmou o ex-ministro espanhol.

Josep Borrel acrescentou que os grupos “atacam de forma indiscriminada os jovens, os inocentes e os vulneráveis por meio de sequestro para obter resgates, assassinato e roubos impulsionados por motivos financeiros e pelo desejo de semear o medo”.

A UE está “preparada” para colaborar com as autoridades nigerianas e outros parceiros internacionais “para ajudar a proteger os civis de semelhante terror”, assegurou.

O sequestro destas 317 alunas decorreu na Escola Secundária de Ciências do Governo na cidade de Jangebe, no estado noroeste de Zamfara, depois de homens armados atacarem o centro.

O incidente em Zamfara ocorreu nove dias depois do sequestro, levado a cabo por homens armados, de 28 estudantes e vários professores da Escola de Ciências do Governo em Kagara, no ocidental estado de Níger, que também era vigiado por seguranças.

Em 11 de dezembro, 344 alunos foram também sequestrados numa escola em Kankara, no estado de Katsina (noroeste), cuja autoria foi reclamada pelo grupo jihadista Boko Haram, que até então se limitava a atacar o noroeste do país, embora as autoridades os culpassem.

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