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Responsável de Macau e comissário chinês discutem assuntos externos

No encontro, na sexta-feira, Ho Iat Seng apresentou “os resultados faseados da prevenção e do controlo da epidemia em Macau, a orientação de desenvolvimento da diversificação económica adequada no futuro e ainda a programação dos trabalhos para elaboração do segundo plano quinquenal de desenvolvimento da RAEM [Região Administrativa Especial de Macau], de acordo com um comunicado do Gabinete de Comunicação Social.

Liu Xianfa, de 57 anos, chegou a Macau na quarta-feira para assumir o cargo em substituição de Shen Beili, que cessou funções em julho passado, indicou a mesma nota.

O mesmo responsável adiantou que o seu trabalho será “em prol da defesa da soberania, segurança e interesses nacionais de desenvolvimento, prevenindo com toda a firmeza a intervenção de forças externas” e para “implementar o poder de governação do Governo Central”.

Ao mesmo tempo, indicou que o Comissariado vai procurar apoiar “ainda mais” o intercâmbio e cooperação da RAEM com o exterior para aumentar “a capacidade de influência internacional de Macau”, que deve tomar “a iniciativa de promover a realização” de convenções e eventos internacionais “de grande relevância”.

O Comissariado vai, com o Governo de Macau, “aprofundar o sentido de pertença e de orgulho nacional da população em relação ao país, particularmente da nova geração”, disse.

Ho Iat Seng lembrou que Macau sempre teve “a boa tradição de amor à pátria” e ao território, tradição que será reforçada com a entrada em funcionamento da Base da Educação do Amor pela Pátria e por Macau para Jovens.

Por outro lado, sublinhou que a segurança do país “é um ponto essencial na ação governativa” deste ano.

Desde a transição em dezembro de 1999 e sob o apoio do Governo Central e do interior da China, “os esforços conjuntos dos anteriores chefes do Executivo e Governos, bem como das demais personalidades, permitiu criar um exemplo de sucesso na implementação do princípio ‘um país, dois sistemas'”, afirmou Liu.

Por outro lado, o responsável do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês destacou que Ho Iat Seng “liderou o Governo” na aplicação de “estratégias precisas” no combate à covid-19, o que permitiu registar zero casos mortais, zero casos de contaminação comunitária e zero casos de contaminação entre o pessoal de saúde.

“De igual modo, possibilitou uma organização ordenada da recuperação do movimento económico e social”, salientou.

Macau passou a ser uma região administrativa especial chinesa em 20 de dezembro de 1999, com a transferência da administração do território de Portugal para a China.

Pequim aplicou o princípio “um país, dois sistemas”, que permitiu a Macau a manter o sistema capitalista e modo de vida, incluindo direitos e liberdades de que goza a população, com a região a ter um elevado grau de autonomia em todas as áreas, por um período de 50 anos, exceto na diplomacia e na defesa.

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