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FBI já tem um suspeito da morte de polícia do Capitólio

O FBI já isolou um suspeito na investigação à morte do polícia do Capitólio, Brian Sicknick, de 42 anos, que ficou ferido durante a invasão do edifício por uma multidão de apoiantes de Donald Trump no passado dia 6 de janeiro, avança o The New York Times que cita duas fontes que estão a par da investigação.

Numa fase inicial, o FBI debateu-se para perceber o que tinha acontecido ao agente Sicknick quando este enfrentou a turba.

Nas horas que se seguiram ao ataque, as autoridades disseram que o agente tinha sido atingido por um extinto de incêndio. Mas, posteriormente, afirmaram que não tinham provas de que Sicknick tivesse morrido devido a um ferimento causado por um objeto contundente.

Mais recentemente, o FBI admitiu que o principal fator na sua morte poderia ter sido um agente irritante, como o gás pimenta ou o spray repelente de urso. Tanto os polícias como os invasores estavam munidos de agentes irritantes.

Agora, num avanço na investigação à morte de Brian Sicknick, o FBI isolou um suspeito que pode ser visto em vídeos a atacar vários polícias com um spray repelente de urso, incluindo o agente Sicknick. Também há provas de vídeos gravados antes do ataque que mostram o agressor a admitir usar o repelente de urso contra os polícias.

O FBI ainda não identificou publicamente o suspeito.

Tendo em conta as provas de que o FBI dispõe, os procuradores poderão sentir-se mais tentados a apresentarem acusações de agressão a um polícia do que de homicídio.

No dia 7 de janeiro, quando Sicknick morreu, a polícia do Capitólio divulgou um comunicado no qual referia que o agente “ficou ferido quando enfrentou” os invasores, e que “regressou ao posto da sua divisão e colapsou”. Brian Sicknick foi levado para o hospital onde acabaria por morrer.

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