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"Estes jogos têm de ter o melhor árbitro. E hoje, o melhor estava no VAR"

Clássico equilibrado: Não queríamos um ritmo baixo no jogo, mas alto. As três equipas têm de ter carácter, personalidade, vontade de jogar o jogo, e de haver essa tal velocidade e intensidade. Nós verdadeiramente queríamos isso. Chegámos aos 90 minutos, houve cinco paragens para substituições, situações com jogadores no chão e o árbitro dá três minutos de desconto. Queríamos jogar e ganhar, organizamos a equipa para isso. Merecíamos. Criámos mais situações, tivemos uma atitude muito boa, o Sporting não estava confortável a lidar com a nossa organização defensiva. Ganhámos quase sempre as segundas bolas.

Falta de ritmo de jogo: Faltou algum discernimento no ultimo terço. Foi aí que não ganhámos o jogo. Para nós é uma derrota porque tivemos quatro ou cinco ocasiões claras para fazer golo. O Sporting numa saída rápida pelo Matheus Nunes foi a única vez em que causou perigo.

Arbitragem: Este tipo de jogo, e que são importantes para a definição do título, temos de ter um melhor árbitro e melhor o árbitro hoje estava no VAR. O Artur Soares Dias é o melhor árbitro e tem de apitar um jogo destes. O João Pinheiro é um bom árbitro também, mas neste tipo de jogos tem de estar o melhor. E isto não é uma desculpa, não foi por causa do árbitro que não ganhamos. Mas os intervenientes no jogo devem fazer mais no sentido de promover um futebol mais rápido, com menos paragens. A haver um vencedor seria o FC Porto.

Substituições: A equipa estava a criar, estava bem. E jogar com dois avançados implica ter dois alas que percebam bem a ocupação dos espaços para permitir um equilíbrio no meio-campo. Alas como o Luis Díaz e o Francisco Conceição são alas puros. Se tivesse mexido mais cedo, se calhar o dissabor teria sido maior. Mexi com o que achei que devia mexer, mantendo um pouco mais o Otávio e o Corona nas alas, troquei o Marega pelo Evanilson para dar outra frescura ao ataque e depois lancei o Luis e o Francisco, sempre com o intuito de ganhar o jogo. Da outra parte percebeu-se que o Rúben estava contente, e os jogadores estavam contentes, com o empate, o que é absolutamente normal por estar com alguns pontos de avanço. É compreensível aquilo que se passou aqui e menos compreensível quem dirigiu e o deixa rolar dessa forma.

Dez pontos para o Sporting: Vão ter de leva connosco até ao fim. Faz parte do ADN desta equipa, desta casa, e não vamos atirar a toalha ao chão. Faltam treze jogos e contem connosco até ao fim.