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Ucrânia pede nova cimeira com a Rússia sobre situação no Donbass

“A Ucrânia está convencida que para seguir em frente, é necessária uma nova cimeira de líderes no formato Normandia”, declarou Dmytro Kuleba após um encontro com o seu homólogo francês Jean-Yves Le Drian numa referência à reunião semi-oficial que decorreu em 06 de junho de 2014 no decurso das celebrações do 70º aniversário do Desembarque da Normandia em junho de 1944, e que na ocasião juntou os líderes dos quatro países.

Em 09 de dezembro de 2019, os Presidentes francês, Emmanuel Macron, russo, Vladimir Putin, e ucraniano, Volodymyr Zelensky, e ainda a chanceler alemã, Angela Merkel, reuniram-se em Paris no primeiro encontro entre os líderes russo e ucraniano. Putin e Zelenski, eleito chefe de Estado em 2019, expuseram as suas divergências e afirmaram a intenção de ultrapassar a crise.

“É necessária agora uma [nova] cimeira com a participação de Putin e para um novo avanço”, insistiu o chefe da diplomacia ucraniana, ao lamentar que os dois pontos de passagem abertos por Kiev na fronteira permaneçam encerrados do lado russo.

“Esgotámos todos (…) os nossos esforços”, garantiu.

A Ucrânia defronta desde 2014 as forças separatistas apoiadas pela Rússia nas regiões orientais de Donetsk e Lugansk, na guerra mais mortífera na Europa após as guerras dos Balcãs na década de 1990.

O conflito, iniciado algumas semanas após a anexação da península da Crimeia por Moscovo, provocou mais de 13.000 mortos e cerca de 1,5 milhões de deslocados. A intensidade dos combates foi significativamente reduzida após os acordos de paz concluídos em 2015, mas o processo político permanece estagnado.

Le Drian considerou a propósito que o “roteiro” estabelecido em 2019 “permanece sobre a mesa”.

“Houve progressos em matéria de segurança que se traduziram num cessar-fogo que foi respeitado, mas que hoje começa a vacilar um pouco”, observou, e quando duas pessoas — um soldado e um civil — foram mortas e outras duas feridas no início da semana no mais recente incidente armado.

“É necessário prosseguir as conclusões desta reunião de Paris para reativar a dimensão política deste acordo mas também permanecer vigilante na dimensão securitária”, acrescentou Le Drian. “Mas para avançar é evidentemente necessário que o conjunto dos atores estejam decididos a fazê-lo”.

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