Início Mundo ONU prolonga investigação a homicídio de primeiro-ministro libanês

ONU prolonga investigação a homicídio de primeiro-ministro libanês

Segundo o porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, a extensão terá início a 1 de março, mantendo-se a organização empenhada em apoiar a punição judicial dos responsáveis pelo assassinato de Hariri e outros crimes semelhantes no Líbano.

Baseado na Holanda, o Tribunal Especial condenou em dezembro, `in absentia´, um membro do grupo terrorista Hezbollah, Salim Ayyash, a uma pena de prisão perpétua, por envolvimento na morte de Hariri, em 2005, num atentado à bomba na marginal de Beirute.

Três outros elementos do Hezbollah foram ilibados no mesmo processo.

Na sequência do atentado, que motivou protestos da população contra os militares sírios, a Síria acabou por retirar o seu contingente no país vizinho, onde se encontrava há 29 anos.

Desde que foi criado, o Tribunal foi incumbido de investigar outros 14 assassinatos no Líbano.

Numa carta ao Conselho de Segurança, de 19 de fevereiro, o secretário geral António Guterres afirma que a presidente do Tribunal, a juíza Ivana Hrdlickova, o informou em novembro que os trabalhos não estariam concluídos até ao final do mandato, no final de fevereiro, tendo solicitado uma extensão do mandato por mais dois anos para “avançar significativamente” os trabalhos.

O Tribunal tem vindo a enfrentar problemas financeiros, dado que o Líbano, que é responsável por 49% das despesas, se encontra numa severa crise económica e financeira, e que os restantes 51% resultam de contribuições voluntárias, que não têm surgido apesar de apelos do secretário geral.

Guterres pretende agora pedir 25 milhões de dólares à Assembleia Geral a título de “subvenção” para cobrir temporariamente o défice esperado este ano.