Início Mundo UE prorroga sanções a opressores e apoiantes de Lukashenko até 2022

UE prorroga sanções a opressores e apoiantes de Lukashenko até 2022

“O Conselho decidiu hoje prolongar até 28 de fevereiro de 2022 as medidas restritivas que visam altos funcionários responsáveis pela repressão violenta e intimidação de manifestantes pacíficos, de membros da oposição e de jornalistas na Bielorrússia, bem como os responsáveis por fraudes eleitorais”, informa a estrutura em comunicado de imprensa.

O organismo em que estão representados os Estados-membros da UE acrescenta que estas sanções “visam igualmente os agentes económicos, empresários proeminentes e empresas que beneficiam e/ou apoiam o regime de Alexander Lukashenko”.

Estas medidas restritivas traduzem-se na proibição de viajar para a UE e no congelamento de bens para pessoas constantes da lista, num total de 88 indivíduos, incluindo o próprio Alexander Lukashenko.

São também abrangidas sete entidades.

Além disso, as pessoas e entidades da UE estão proibidas de disponibilizar fundos às pessoas constantes da lista, quer direta quer indiretamente.

As presidenciais de 09 de agosto de 2020 na Bielorrússia deram a vitória a Alexander Lukashenko, com 80% dos votos, no poder há 26 anos, o que é contestado pela oposição e não é reconhecido pela UE.

Svetlana Tikhanovskaya, a principal rival de Lukashenko, obteve 10%.

Na altura, os bielorrussos protestaram nas ruas, em manifestações reprimidas pelas autoridades.

O Conselho adianta hoje que, após estas “eleições presidenciais fraudulentas”, a UE “impôs sanções em outubro, novembro e dezembro de 2020, sinalizando assim aos atores políticos e económicos responsáveis que as suas ações e apoio ao regime deveriam ter um custo”.

Assegurado é ainda que a UE continua a “acompanhar de perto” a evolução da situação na Bielorrússia.

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