Início Mundo Centro de tratamento em Moçambique interrompeu atividades após ‘Eloise’

Centro de tratamento em Moçambique interrompeu atividades após ‘Eloise’

O centro, inaugurado em julho de 2020, recebia pacientes infetados pelo novo coronavírus em estado grave, mas o ciclone Eloise derrubou parte do teto do edifício, interrompendo as suas atividades, disse Assane Abdala, médico chefe do Departamento de Saúde Pública da província de Sofala, citado hoje pela Televisão de Moçambique.

“Estas tempestades causaram a interrupção do funcionamento do nosso centro porque saíram chapas de cobertura”, frisou Assane Abdala.

Além da cobertura, a unidade tem água estagnada devido a infiltrações, avançou a fonte, referindo que se está a fazer o levantamento dos danos para a sua reabilitação.

Devido a situação, os pacientes com covid-19 na Beira são internados no Hospital da Mulher 24 de Julho, com capacidade de 100 camas.

A província de Sofala registou um total de 3.578 casos de infeção pelo novo coronavírus, dos 56.920 registados em todo país desde março, havendo ainda 608 óbitos.

Os desastres naturais dos últimos meses afetaram profundamente o centro e sul de Moçambique, nas províncias de Sofala, Manica, parte sul da Zambézia, Inhambane e Gaza.

Os mais graves foram a tempestade Chalane, no final de 2020, e o ciclone Eloise, em janeiro, com um balanço oficial total de 19 mortos, mas relatos de autoridades locais apontam para o dobro.

De acordo com o Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD), 440.000 pessoas foram afetadas e mais de 56.000 casas foram severamente danificadas ou destruídas.

O país está em plena época chuvosa e ciclónica, que ocorre entre os meses de outubro e abril, com ventos oriundos do Índico e cheias com origem nas bacias hidrográficas da África Austral.

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