Início Mundo Biden pede revisão de cadeia logística de chips, baterias e medicamentos

Biden pede revisão de cadeia logística de chips, baterias e medicamentos

A ordem executiva hoje assinada por Biden inclui na revisão, com prazo de 100 dias, baterias avançadas, produtos farmacêuticos e minerais, além dos “chips” atualmenteusados em produtos eletrónicos, desde telemóveis a automóveis.

“Trata-se de durabilidade, identificar possíveis pontos de vulnerabilidade nas nossas cadeias de abastecimento e certificarmo-nos de que temos alternativas suplementares ou formas de contornar”, disse o presidente norte-americano numa cerimónia na Casa Branca.

Para suprir as carências, a ordem contempla quer um aumento da produção interna, quer a articulação com parceiros internacionais para assegurar uma cadeia de abastecimento estável e fiável.

Antes da assinatura, Biden reuniu-se com legisladores norte-americanos para dar um cunho bipartidário à iniciativa.

“Esta foi uma área sensível em que republicanos e democratas concordaram. Penso que foi uma das melhores reuniões que tivemos até agora e só cá estamos há cinco semanas”, disse o presidente norte-americano.

John Cornyn, senador republicano do Texas, sublinhou no final a recetividade da Casa Branca.

“Todos percebemos que isto é importante, não apenas para a nossa economia, mas também para a nossa segurança nacional, porque estes chips avançados operam tudo desde os caças invisíveis F-35 (…) até aos nossos telemóveis”, disse o republicano.

Chuck Schumer, líder da maioria republicana no Senado, defendeu que seja considerado um investimento de emergência para reforçar a capacidade de produção de “chips” nos Estados Unidos, sinalizando que o apoio à ordem de Biden poderá estender-se a um vasto pacote de medidas.

A ordem prevê revisões setoriais, com o prazo de um ano, para a Defesa, Saúde Pública, Capacidade de Resposta Biológica, Tecnologias de Informação e Comunicação, Energia, Transportes e Produção de Alimentos.

Depois de a pandemia de covid-19 ter deixado os Estados Unidos com falta de máscaras, luvas e outro material de proteção hospitalar, os fabricantes de automóveis norte-americanos debatem-se agora com falta de “chips”, tal como os europeus, que impede que produzam a uma capacidade normal.

Segundo a consultora IHS Markit, a falta de “chips” já custou à indústria automóvel global a produção de cerca de 1 milhão de veículos, e a situação deverá continuar a agravar-se até final de março, mantendo-se as carências até ao terceiro trimestre.

Ford, General Motors e Tesla estão entre os fabricantes automóveis mais afetados.

A China, maior fabricante mundial de telemóveis, televisões e computadores, é atualmente o maior consumidor mundial de “chips”, absorvendo mais de metade da produção mundial, de acordo com um estudo recente do Peterson Institute for International Economics.

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