Início Mundo Sobe para 16 número de mortos por ataque jihadista na Nigéria

Sobe para 16 número de mortos por ataque jihadista na Nigéria

“O número de pessoas mortas é agora de 16, há dezenas de feridos e a contagem pode ainda aumentar”, disse Umar Ari, um miliciano pró-governamental envolvido na luta contra grupos ‘jihadistas’, em declarações à agência France-Presse (AFP). Um segundo miliciano, Babakura Kolo, deu os mesmos números.

Na véspera, uma avaliação inicial deu conta de 10 mortos e 21 feridos.

Os combatentes ‘jihadistas’ conseguiram atravessar as valas que protegem Maiduguri e entrar em Kaleri, na periferia da cidade, no final da tarde de terça-feira.

De lá dispararam morteiros, dois dos quais atingiram os bairros densamente povoados de Adamkolo e Gwange.

“Nove rapazes foram mortos em Gwange quando um dos explosivos aterrou no campo de futebol onde estavam a jogar”, disse Kolo. “Morreram logo quatro rapazes, e cinco morreram mais tarde devido aos ferimentos”, acrescentou.

No bairro de Adam Kolo, o número de mortos aumentou para sete, depois de mais uma pessoa ter morrido durante a noite.

O governador do Estado de Borno disse hoje de manhã que pelo menos 10 residentes tinham sido mortos e 47 tinham ficado feridos, após uma visita a dois dos hospitais da cidade.

Maiduguri, um dos últimos redutos seguros no Estado de Borno, epicentro da insurreição ‘jihadista’ na Nigéria, é esporadicamente alvo de ataques de grupos extremistas islâmicos associados a fações do grupo rebelde Boko Haram.

Em julho de 2020, os ‘jihadistas’ também dispararam morteiros de fora da cidade, matando quatro pessoas e ferindo três.

O nordeste da Nigéria vem a ser flagelado por conflitos mortais desde 2009 e pelo lançamento de ataques mortais por parte do Boko Haram.

Em 2016, o grupo separou-se, com a fação histórica de um lado e o Estado Islâmico na África Ocidental (Iswap), reconhecido pelo nome de Estado Islâmico, do outro.

A violência ligada à insurreição extremista islâmica custou, pelo menos, 36.000 vidas desde 2009, e dois milhões de pessoas continuam a não poder regressar às suas casas na Nigéria. Estes ataques alastraram aos países vizinhos Níger, Chade e Camarões.