Início Mundo Prisão de traficantes de pessoas nas Canárias após morte de migrantes

Prisão de traficantes de pessoas nas Canárias após morte de migrantes

A polícia anunciou em comunicado que estes “passadores” de pessoas, com idades compreendidas entre 19 e 45 anos, uma mulher e 13 homens, foram “identificados pelos migrantes como os organizadores das travessias e os responsáveis pela condução” das embarcações improvisadas em que chegaram em dezembro e janeiro último.

Segundo um porta-voz da polícia citado pela AFP, os traficantes são de nacionalidade marroquina, maliana, gambiana, mauritana e guineense (Guiné-Conacri).

Os “passadores” transportaram um total de 237 pessoas, incluindo 26 menores, “sem quaisquer medidas de segurança, sem coletes salva-vidas, comida ou bebida”, de acordo com a polícia.

Devido às “condições sórdidas” das travessias, três pessoas morreram, incluindo uma criança de nove anos “cujo corpo foi atirado borda fora no mar alto”, acrescentou a polícia.

Os traficantes cobraram entre 2.000 e 2.500 euros pela travessia da costa africana até às Ilhas Canárias, sendo acusados de encorajar a imigração ilegal, enquanto seis deles, envolvidos nas travessias onde houve migrantes que morreram, são também acusados de homicídio involuntário.

Três dos contrabandistas são também acusados de pertencerem a uma organização criminosa, tendo 13 dos 14 contrabandistas ficado na prisão.

Em 2020, 23.023 migrantes chegaram ao arquipélago das Canárias, oito vezes mais do que os 2.687 registados no ano anterior, de acordo com o Ministério do Interior (Administração Interna) espanhol.

A rota entre o noroeste de África e as Ilhas Canárias está, mais uma vez, a ser utilizada pelos migrantes, enquanto uma série de acordos assinados entre a União Europeia e a Turquia, Líbia e Marrocos reduziram os fluxos migratórios no Mediterrâneo.

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