Início Mundo Senado dos EUA confirma Thomas-Greenfield como embaixadora na ONU

Senado dos EUA confirma Thomas-Greenfield como embaixadora na ONU

A votação para o nome de Linda Thomas-Greenfield refletiu uma divisão entre a determinação do novo Presidente em se realinhar com os aliados internacionais e a linha diplomática defendida pelo seu antecessor, Donald Trump, que deixou os EUA isolados na cena global.

Ainda assim, vários senadores republicanos votaram ao lado dos democratas, permitindo uma vitória de 78-20 para a confirmação de Thomas-Greenfield, uma veterana aposentada com 35 anos de serviço no estrangeiro e que renunciou à sua carreira durante o Governo Trump.

Os republicanos que se opuseram e votaram derrotados acusam-na de ser suave com a China e não defender os valores dos Estados Unidos nas Nações Unidas.

Thomas-Greenfield rejeitou as preocupações, durante a sua audiência de confirmação, admitindo perante os senadores que um discurso de 2019 – feito no Instituto Confúcio e financiado pela China – foi um erro e que não pretendia ser um elogio às políticas do Governo chinês.

Nesse discurso, Thomas-Greenfield saudou o programa de infraestruturas globais ‘Belt and Silk Road’ e defendeu que as duas potências se deveriam entender numa estratégia comum de boa governança mundial, assegurando o Estado de Direito.

Thomas-Greenfield considerou agora que a China é um adversário estratégico e que as suas “ações ameaçam a nossa segurança, ameaçam os nossos valores e ameaçam o nosso modo de vida, além de serem uma ameaça para os seus vizinhos e para todo o mundo”.

A diplomata falou sobre as incursões diplomáticas da China durante o Governo de Donald Trump, que procurou uma política isolacionista, que enfraqueceu as alianças internacionais, deixando claro que haverá uma mudança sob a presidência de Biden para que os EUA se realinhem internacionalmente, promovendo os valores norte-americanos.

Thomas-Greenfield sublinhou que a liderança americana deve estar enraizada nos valores fundamentais do país — “apoio à democracia, respeito pelos direitos humanos universais e promoção da paz e segurança” – acrescentando que a diplomacia para ser eficaz precisa de desenvolver “relações robustas, encontrar terreno comum e administrar diferenças”.