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Mais de 20 mil adolescentes da Roménia foram mães ou abortaram em 2019

“[Em 2019] 10% dos nascimentos registados foram de mães adolescentes”, de até 19 anos, revelou a secretária de Estado do ministério da Saúde, Andreea Moldovan, citada no portal digital noticioso romeno Hotnews.

“Estes números fornecem uma ideia da gravidade do problema e de quanto está por fazer”, disse Moldova.

A secretária de Estado explicou que os dados provêm de um estudo realizado pelo Instituto Nacional para o Desenvolvimento da Criança, em colaboração com o Instituto Nacional de Saúde Pública e a Universidade Carol Davila.

Moldova, que é médica, sublinhou que a gravidez destas adolescentes termina muitas vezes em abortos, que implicam com frequência complicações para a mãe o filho.

As gravidezes adolescentes resultam também em elevadas taxas de insucesso escolar e de abandono de recém-nascidos nas maternidades do país.

Segundo um recente estudo da UNICEF, o organismo da ONU para a infância, a Roménia, juntamente com a Bulgária, é o país da União Europeia (UE) com a mais elevada taxa de gravidez entre as adolescentes.

Esta situação ocorre em particular nos meios rurais e zonas urbanas pobres e é “seis vezes mais habitual entre as adolescentes romani [ciganas]” do que entre as menores romenas que não são de etnia cigana devido a certas tradições, incluindo o casamento infantil, precisa o estudo.