Início Mundo Bangladesh e Myanmar. UE disponibiliza 39 milhões para ajudar refugiados

Bangladesh e Myanmar. UE disponibiliza 39 milhões para ajudar refugiados

Repartida em 24,5 milhões de euros para o Bangladesh e 11,5 milhões para o Myanmar (antiga Birmânia), a que acrescem três milhões para “necessidades de proteção vital” dos refugiados rohingya em outros países na região, a assistência humanitária servirá para “responder a necessidades humanitárias cruciais e de preparação para desastres”.

A ajuda é disponibilizada a organizações humanitárias que se encontram a operar na região, com o objetivo, segundo o executivo comunitário, de ajudar esses parceiros a “entregar comida, nutrição e abrigo”, assim como “serviços essenciais de saúde, de água e sanitários” às “populações mais vulneráveis e mais difíceis de alcançar”.

A Comissão refere ainda que os fundos procuram “continuar a sustentar a educação e a proteção” dos refugiados nos dois países.

Em comunicado, o comissário para a Gestão das Crises, Janez Lenarcic, sublinhou que o recente golpe militar, a 01 de fevereiro, que “derrubou o governo legítimo” de Myanmar corre o rico de “piorar a, já de si, terrível crise humanitária enfrentada por populações deslocadas ou afetadas por conflitos”.

“No Bangladesh, a crise da covid-19 agravou as já difíceis condições vividas por quase um milhão de refugiados rohingya em campos [de refugiados] e comunidades de acolhimento. Em ambos os países, desastres naturais recorrentes aumentam ainda mais as vulnerabilidades”, refere Lenarcic em comunicado.

Em 2020, a UE já tinha disponibilizado 39,8 milhões de euros ao Bangladesh para ajudar o país a lidar com a crise de refugiados rohingya.

Ao Myanmar, tinham sido alocados 19 milhões de euros em assistência humanitária no mesmo ano.

Mais de 700.000 rohingya fugiram de Myanmar desde agosto de 2017, quando os militares lançaram uma operação de limpeza étnica em resposta aos ataques de um grupo rebelde.

As forças de segurança birmanesas foram acusadas de estupros em massa, assassínios e de incendiarem milhares de casas.

Dada a sua vizinhança com a região birmanesa de Rakhine, onde se encontrava a maioria da população rohingya, o Bangladesh foi o principal país de destino dos refugiados rohingya, criando o que a Comissão qualifica de “emergência humanitária severa”.

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