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Catalunha: Semana de distúrbios com 109 detidos e mais de 100 feridos

Segundo fontes da polícia ouvidas pela agência espanhola EFE, desde que os distúrbios começaram na última terça-feira, 16 de fevereiro, foram registadas 109 detenções: 18 na terça-feira, 33 na quarta-feira, oito na quinta-feira, quatro na sexta-feira, 38 no sábado e oito no domingo.

Todos os detidos foram libertados, exceto um que continua preso preventivamente.

Durante os tumultos, 91 agentes da polícia regional (Mossos d’Esquadra) foram feridos, embora nenhum deles gravemente.

Por outro lado, o Sistema de Emergências Médicas (SEM) assistiu 77 pessoas, tanto manifestantes como membros das forças de segurança, apesar de muitos agentes que não sofreram ferimentos graves terem ido diretamente aos serviços médicos sem terem recebido cuidados de primeira necessidade numa das ambulâncias deslocadas para o terreno.

De todos os cuidados prestados pelo SEM, seis foram para ferimentos com um grau de gravidade reduzida e o mais grave foi o de uma jovem que perdeu um olho e teve de ser operada num hospital de Barcelona.

O dia 16, terça-feira passada, foi quando houve um maior número de assistências médicas, 33 ao todo: 11 em Barcelona, 15 em Vic, cinco em Lérida, um em Reus e outro em Girona.

Na quarta-feira 17 e quinta-feira 18 foram atendidas oito e seis pessoas, respetivamente, a maioria delas com ferimentos leves.

Na sexta-feira 19, as pessoas que necessitaram de cuidados médicos foram seis, duas em Barcelona, duas em Girona e duas em Vilafranca del Penedès (Barcelona).

Este fim de semana, o SEM atendeu 13 pessoas no sábado e outras 11 no domingo, principalmente em Barcelona (19 entre os dois dias), mas também no sábado em Lérida (1), Tarragona (3) e Cubelles (1).

Segundo a câmara municipal de Barcelona, 284 contentores de lixo foram queimados em Barcelona desde terça-feira passada com um custo de 417.000.

Outras despesas provocadas pelos protestos violentos foram de 203.000 euros em limpeza, recolha de resíduos e remoção de contentores, 304.000 euros para reparar danos em 4.810 metros quadrados de pavimento e 80.421 euros para os causados na iluminação, semáforos, sinalização, vedações e fontes.

O ‘rapper’ Pablo Hasél, detido na passada terça-feira na Universidade de Lérida, tornou-se um símbolo da liberdade de expressão em Espanha, depois de ter sido condenado a nove meses de prisão por, segundo a acusação, insultar as forças de ordem espanholas, glorificar o terrorismo e injuriar a monarquia.

Os factos pelos quais o ‘rapper’ foi condenado remontam a 2014 e 2016, quando publicou uma canção no YouTube e dezenas de mensagens no Twitter, acusando as forças de ordem espanholas de tortura e de homicídios.

Na segunda-feira da semana passada, Pablo Hasél barricou-se na Universidade de Lérida, a sua cidade natal, na companhia de um grupo de apoiantes, mas a polícia catalã conduziu-o à prisão na manhã seguinte, para começar a cumprir a pena.

As manifestações em Barcelona começaram ao fim da tarde desse dia, mas a condenação de Hasél a uma pena de prisão provocou uma onda de protestos em toda a Espanha.

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