Início Mundo Covid-19: Brasil soma mais 29 mil infeções e 527 mortos

Covid-19: Brasil soma mais 29 mil infeções e 527 mortos

Nas últimas 24 horas, o Brasil diagnosticou 29.026 novas infeções pelo novo coronavírus e 527 óbitos relacionados com a Covid-19, de acordo com o balanço publicado este domingo pelo governo.

Os números representam uma descida face aos dados reportados no sábado ( 1.212 mortes e 57.472 casos), dia em que o gigante sul-americano ultrapassou a barreira das 245 mil mortes.

O país regista, desde o início da pandemia, 10.168.174 casos confirmados e 246.504 óbitos causados pela Covid-19.

De acordo com os dados das autoridades brasileiras, o país contabiliza um total de 9.095.483 recuperados da doença, enquanto 826.187 se encontram sob observação médica.

O Brasil está a ser fortemente afetado por uma segunda vaga da doença e viu a sua campanha de vacinação, que começou há um mês, paralisada em várias cidades devido à falta de vacinas.

Pelo menos seis dos 27 estados brasileiros decretaram recolher obrigatório para reduzir a propagação da pandemia, mas a circulação de novas variantes do vírus, mais virulentas do que a estirpe original, tem dificultado o combate à doença.

O governador do estado do Rio Grande do Sul ordenou ontem a proibição de todas as atividades entre as 22h00 e as 05h00 da manhã seguinte, até 2 de março.

A medida é semelhante outras já adotadas em várias regiões brasileiras, como nos estados do Paraná, Ceará, Baía, Mato Grosso do Sul e Amazonas, ou ainda na cidade de Araraquara, que também anunciou hoje um confinamento massivo de 60 horas a partir do meio-dia de domingo.

O Governo brasileiro confirmou este sábado que renunciará ao processo de licitação para a aquisição das vacinas antivirais Sputnik V, da Rússia, e Covaxin, do laboratório indiano Bharat Biotech.

A iniciativa, explicou o Ministério da Saúde num comunicado, visa “acelerar” o processo de compra das vacinas, uma vez aprovadas pela agência reguladora da saúde brasileira, isto quando a campanha nacional de vacinação foi paralisada em várias cidades por falta de novas doses.

O Brasil espera comprar 10 milhões de doses da vacina russa, no valor de 118,8 milhões dólares (98,03 milhões de euros), e outras 20 milhões de doses do fármaco indiano, com um investimento previsto de 300 milhões de dólares (247,56 milhões de euros).

As negociações com representantes de laboratórios no Brasil “preveem entregas escalonadas” entre março e maio.

O Governo brasileiro condicionou a compra das vacinas à autorização das respetivas fórmulas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que continua à espera que os laboratórios fabricantes apresentem dados sobre a eficácia e segurança das mesmas, por forma a iniciar o processo de avaliação da sua utilização nesta emergência.

O Brasil lançou a sua campanha nacional de vacinação em 17 de janeiro com 12 milhões de doses (dois milhões produzidas pelo laboratório anglo-sueco AstraZeneca e 10 milhões pelo Coronavac, da China), mas a falta de novas vacinas e dos produtos necessários para a produção local ameaça a continuidade da imunização.

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