Início Notícias MNE da UE reúnem-se para discutir Rússia e trocar impressões com Blinken

MNE da UE reúnem-se para discutir Rússia e trocar impressões com Blinken

 

Na reunião, em que Portugal será representado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, os chefes da diplomacia europeia irão ter uma “discussão estratégica” sobre a Rússia, após a visita do Alto Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, entre 04 e 06 de fevereiro, a Moscovo.

Qualificada de “muito complicada” pelo próprio, Borrell já informou, aquando da sessão plenária do Parlamento Europeu deste mês, que irá apresentar “propostas concretas” aos ministros dos Negócios Estrangeiros para lidar com a Rússia, incluindo a introdução de novas sanções.

A cimeira será também a primeira oportunidade que os chefes da diplomacia da UE terão para interagir com o recém-empossado secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, numa conversa por videoconferência que deverá durar duas horas e que abordará vários temas, entre os quais a China, a Rússia, o acordo nuclear com o Irão, e a importância do multilateralismo.

Os ministros voltarão também a discutir a situação em Hong Kong, após já terem abordado o assunto nos últimos dois Conselhos de Negócios Estrangeiros.

Segundo a agenda, os responsáveis procurarão encontrar “medidas imediatas” e de “médio prazo” para responder à “deterioração da situação” na região, incluindo através da “coordenação com países com ideias semelhantes”.

Haverá ainda tempo para que os ministros abordem pela primeira vez a Bússola Estratégica da UE, um dossiê que tem estado da mesa dos ministros de Defesa da UE, mas que será pela primeira vez analisado pelos chefes da diplomacia europeia.

Numa altura em que a presidência portuguesa do Conselho da UE identificou a adoção de conclusões no Conselho sobre o tema como uma das suas prioridades, os ministros irão “trocar impressões” sobre a Bússola Estratégica e refletir sobre a melhor maneira de “fortalecer a política de segurança e defesa” da UE, após a apresentação da primeira análise de ameaças em novembro de 2020.

A discussão sobre defesa entre os chefes da diplomacia servirá também para antecipar a cimeira informal entre os líderes dos 27 – que ocorrerá na quinta e na sexta-feira – e que contará com a participação do secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla em inglês), Jens Stoltenberg.

Os ministros irão ainda abordar “assuntos correntes”, entre os quais o golpe de Estado no Myanmar (Birmânia), a situação na Bielorrússia e na Venezuela, e a cimeira do G5 Sahel, que teve lugar na passada segunda e terça-feira.