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Hugo Cajuda e Bruno Santos dizem que nunca estiveram no avião da cocaína

Os dois empresários referem-se ao caso da aeronave privada em que foi encontra meia tonelada de estupefacientes após um voo em que a empresa OMNI transportou para o Brasil o ex-presidente do Boavista Futebol Clube, João Loureiro e um cidadão espanhol.

O tema gerou várias notícias que referiram Hugo Cajuda e Bruno Carvalho Santos como envolvidos no caso e os davam como “em parte incerta e paradeiro desconhecido”, mas os dois empresários rejeitam agora essa versão em comunicado conjunto.

“Em primeiro lugar, nós fomos ao Brasil a trabalho e estivemos sempre contactáveis, como as autoridades facilmente poderão comprovar junto de várias pessoas das nossas relações pessoais e profissionais. Em segundo lugar, e mais importante, nenhum de nós esteve alguma vez dentro do referido avião”, garantem.

Os dois empresários admitem, contudo, que a menção aos seus nomes possa dever-se ao facto de que, a certa altura, consideraram regressar a Portugal nesse avião privado, dada a suspensão no Brasil dos voos comerciais com destino a território luso, atendendo ao contexto epidemiológico de ambos os países. Mas afirmam que a hipótese não chegou a concretizar-se.

“Enquanto intermediários desportivos, deslocámo-nos em avião comercial ao Brasil para assistir à final da Taça Libertadores da América, a 30 de Janeiro. Permanecemos no Brasil depois do jogo, no intuito de acompanhar clientes e desenvolver novas oportunidades de negócio. Com o posterior bloqueio dos voos comerciais, foi-nos oferecida a possibilidade de regressar a Portugal no referido avião particular e com outras pessoas constantes da lista de passageiros, designadamente o jogador do SL Benfica Lucas Veríssimo, mas nunca o chegámos a fazer”, explicam.

Os empresários acrescentam ainda: “Devido a compromissos profissionais que surgiram entretanto, optámos por prolongar a nossa estadia no Brasil, desenvolvendo contactos de intermediação desportiva em nome e por conta dos nossos clientes. Somos, por isso, totalmente alheios à apreensão dos 500 quilos de cocaína a que se referem as notícias em causa e cuja existência, origem ou destino desconhecemos por completo”.

Os dois agentes realçam que só tomaram conhecimento dos factos “pelas notícias divulgadas na comunicação social” e referem: “Estranhamos e lamentamos não ter sido contactados (?) para esclarecer e comentar o sucedido antes de envolverem os nossos nomes nesta situação”.

No mesmo comunicado, Hugo Cajuda e Bruno Carvalho dos Santos afirmam que não foram contactados pelas autoridades brasileiras quanto ao tema, mas dizem-se “inteiramente disponíveis para colaborar com as entidades competentes em tudo o que se revelar útil e pertinente para afastar qualquer implicação [dos seus nomes] na relatada apreensão dos estupefacientes”.

Os empresários dizem-se prontos a defender judicialmente essa posição. “Aguardamos serenamente o evoluir dos acontecimentos, mas não prescindimos de oportunamente desencadear os mecanismos legais para a defesa do nosso bom nome e reputação social e profissional”, concluem.

No passado dia 10 de fevereiro, a Polícia Federal do Brasil apreendeu meia tonelada de cocaína com destino a Portugal escondida no referido avião particular, na sequência de uma inspeção que agentes dessa força policial fizeram à aeronave, estacionada na pista do Aeroporto Internacional de Salvador.

Dois dias depois da apreensão desse material, a administração da empresa portuguesa OMNI -Aviação e Tecnologia explicou, em comunicado então enviado à Lusa, que tinha sido contratada para fazer um voo executivo, com saída de Portugal, destino ao Brasil e subsequente regresso, poucos dias depois.

Da lista de passageiros desse avião constava João Loureiro, ex-presidente do Boavista, que já se declarou “completamente alheio” à situação envolvendo os 500 quilos de cocaína.